Enquanto muitas escolas de educação infantil no Brasil tendem a rejeitar o ensino de uma língua estrangeira na primeira infância, a Europa e os Estados Unidos, atentos às novas pesquisas sobre o cérebro humano e aos trabalhos comprovados por muitos educadores, mudam este paradigma. Bebês europeus e americanos já podem ir para o berçário em escolas de educação infantil da origem de seus pais, onde possam ser expostos a uma língua estrangeira escolhida pela família.
Para essas famílias já não existe mais dúvida quanto à importância da exposição a outros idiomas. A dùvida agora está na escolha do idioma que melhor atenderá o indivíduo dentro de seu universo. A fim de ilustrar a questão, uma família alemã tem como opção, neste segmento, berçários bilíngües, onde os idiomas falados são o alemão e o inglês.
Normalmente o bebê fica no berçário de 06 a 08 horas diárias: três vezes por semana o atendimento é feito na língua materna e duas vezes por semana na língua estrangeira escolhida pelos pais. Uma família brasileira na Alemanha pode optar pelos berçários trilíngües nos quais, em dias alternados, o bebê é atendido na língua materna e na segunda língua (no caso, alemão), e o terceiro idioma estrangeiro escolhido pelos pais é usado nas brincadeiras, nos vídeos, músicas e durante a alimentação.
No Brasil, muitos diretores, coordenadores e professores de
escolas da rede regular de ensino - e também pais de alunos - ainda desconhecem
as vantagens e benefícios do aprendizado precoce de um idioma estrangeiro.
Existe um receio de que a criança fique confusa ao se comunicar ou que haja
interferência no processo de alfabetização na língua materna. Para alguns,
aprender uma língua estrangeira cedo "não faz muita diferença". E acabam
optando pelo sistema de uma aula de 30 minutos por semana, para que as crianças
tenham aula de inglês só para "brincar" e ter uma certa"noção" do idioma. O
retorno acaba sendo pequeno para a criança e, escola e pais, com razão, acham
que não vale a pena.